Windows Vista: Como tratar mal os usuários

March 30th, 2008 1 Comentário »

Alguém, por favor, me responda: Quem são os designers de interação da Microsoft?

Minha vida com computadores começou com o windows e eu tenho feito de tudo para defendê-lo, mas acabo queimando meu filme com algumas coisas que aparecem nele.

Primeiro: Toda ação pede uma confirmação para o usuário.

O que isso significa?

Está isentando a Microsoft de qualquer danificação que possa ocorrer, pois a ação foi confirmado pelo usuário, o defeito aconteceu por mal uso do sistema. Não sei se seria uma boa forma de tratar quem paga pelos seus produtos.

Eu que procuro solução para tudo, acabei encontrando uma forma de acabar com isso, mas o usuário iniciante, aquele que não tem tanta experiência com software, que não lê todas as telas, aquele que clica em links do MSN, não faz a menor idéia de como aprimorar sua experiência do uso do software.

Segundo: Botão desligar não desliga.

defeito do botao do windows

Todo mundo está acostumado com esse ícone (circulo com um corte na parte superior) sendo a representação gráfica para desligar. Tem ele no celular, na televisão, no DVD, e até na versão anterior do windows.

Agora que raios pensaram os Designers de Interação da Microsoft ao alterar um ícone tipicamente de desligar para colocar o computador em estado de espera?

Até que se colocasse o computador para hibernar era uma coisa, afinal, economizar energia para ligar e desligar o computador nessa época que vivemos de responsabilidade ambiental é totalmente aceitável. Agora em modo de espera o computador não desliga, ficam ligados processador, cooler do processador, memória, entradas de mouse e teclado, isso não economiza tanto quanto hibernar.

Mas a economia não vem ao caso neste post, o que me intrigou foi o ícone.  Minha vó não faz ideia do que seja uma “sessão na memória”, ela só quer desligar o computador igual faz com a TV preto e branco que ela adora. Apertar o botão e esquecer.

Não sei se isto foi solucionado no Service Pack 1 para o Vista. Está cada vez mais difícil arrumar desculpas para os erros bobos da Microsoft. No XP, ainda não foi corrigido o erro de orografia ortografia da tradução para o Português do Brasil. Vamos aguardar o SP3 ou migrar para algum software livre da vida, ou quem sabe um MAC OS não seria a solução dos meus problemas?

 

Earth Hour 2008

March 29th, 2008 1 Comentário »

Logo Earth Hour 2008

Eu participei do Earth Hour 2008!!!

É uma sensação incrível, participar de algo que tem muita gente participando ao mesmo tempo. Sem falar que economizei uma graninha desligando esse PC, as luzes e desliguei o motor da motoca

Mas e o que eu fiz?

Fui bater papo com dois amigos (Andrews Medina e  Junior) e aproveitei para ver as moças que passeavam na calçada em frente ao shopping.

Tenho que deixar claro uma coisa antes que alguém apanhe em casa: O Andrews só conversou, não olhou para as moças porque é casado, um homem correto.

Tá dado o recado Andrews, mas se você quiser eu conto a verdade. ;p

Mas como a necessidade é maior, após as 21:00 (horário de Brasília) voltei para a frente do PC.

Ano que vem tem mais!!!

 

Não Me Faça Pensar! [Review]

March 25th, 2008 1 Comentário »

Igual a Fenix, revivi a série de revisões de livros que já li. Demorei a postar sobre os livros e agora tem muitas revisões acumuladas. Aos poucos irei escrevendo sobre outros livros.

Steve Krug, anote este nome. Autor do livro traduzido: Não me faça pensar!, no original em inglês: Don’t make me think! com certeza é o melhor escritor que eu já pude ler. Tive a oportunidade de ler tanto o original quanto o traduzido e ambos estão muito bons, o mesmo senso de humor da narrativa no original também é no traduzido.

Não me faça pensar é um livro que logo de início já dá o recado. Atenção desenvolvedores de sistemas e sites, não massacrem meu cerebro tentando achar a informação que está escondida nesse labirinto maluco.

Foi bem isso que pensei ao ler o livro.

Tudo nesse livro é para a melhoria da satisfação do usuário, que é o seu cliente. Steve dá a bronca, mas tudo com bom humor. Audaciosos, criou até leis da navegabilidade que se aplicadas, darão direcionamento e liberdade de escolha para quem está utilizando seu sistema ou site.

E para a nagevação pelo site ser um processo prazeroso e não uma tortura, ele oferece dicas de Arquitetura de Informação como textos básicos, simples, que vão direto ao ponto. A omissão de palavrs desnecessárias é a chave.

Tá difícil pra navegar, vai deixando um rastro para o usuário seguir, migalhas de pão(breadcrumbs), avise o usuário onde ele está (placa de rua).

 Sem dúvidas o melhor livro que li em 2007.

Título: Não me faça pensar!
Autor: Steve Krug
Ano: 2001
Editora: Market Books
Nível: Iniciante/ Intermediário
Indicação: Indicado para Designers de Interação e Arquitetos de Informação.
Status: Aprovado com louvor - vai para a cabeceira da cama.

 

Foi bom enquanto durou

March 25th, 2008 1 Comentário »

Apesar de falar da minha vida para todo mundo, acredito que ainda não falei sobre a minha situação de empregado.

Esta semana foi rescindido meu contrato com a UNIR (União de Escolas Superiores de Rondonópolis) e estou de volta as boas negociações do mercado de trabalho.

Esse período que passei na UNIR foi muito agradável e o mais dinâmico, tive a oportunidade de atuar nos mais diversos ramos da área de Tecnologia da Informação. Começei na Infra estrutura, toda aquela história de laboratórios e servidores, cabeamento e até rede wireless. Algum tempo depois fui informado que deveria dar suporte aos usuários.

Durante a graduação, sempre ouvi de professores e programadores que os usuários eram seres de outro mundo, que achavam defeito em tudo e que os usuários deveriam ser exterminados. Trabalhar mais próximo dos usuários fez com que eu mudasse tudo o que eu já ouvi sobre eles. São pessoas normais, que querem apenas trabalhar e não medem esforços para aprender.

Foi defendendo os usuários que aprendi algo que mudou a minha vida. Usabilidade. Era essa a palavra que eu mais falava, depois aprendi a diferenciar usabilidade de acessibilidade, navegabilidade, ergonomia e até design. Foi aí que mais uma vez a dinâmica da vida me trouxe uma nova oportunidade.

Fui efetivado como WebMaster. Achei um pouco antiquado para os tempos atuais, mas o pessoal do RH não tem culpa da atividade ainda não estar regularizada, na CTPS (carteira de trabalho) está registrado Programador de Sistemas. Bom, trabalhando como WebMaster (Web faz-tudo-qualquer-coisa), transformei um site que era um emaranhado de tabelas, em um site orientado pelos padrões web da W3C. E aos poucos pude mostrar que o site era uma mídia muito mais barata e que estava disponível e inutilizada, logo o conteúdo do site foi crescendo e tive que iniciar a brincadeira de Arquiteto da Informação e toda aquela parafernalha de wireframes, sitemaps, foi necessária.

E o site que era apenas informativo, virou um Portal que passou a reunir todos os sites independentes dos cursos oferecidos pelas Faculdades Integradas de Rondonópolis, logo apareceu o Núcleo de Estágio, site da Mostra Científica, Fórum, webmail, Portal do Aluno, Portal do Professor e tantos outros sistemas e sites que tornaram a experiência de WebMaster muito mais complexa. Como a equipe era muito pequena, eu já não conseguia definir qual era a minha profissão, foi aí que começei a dizer que eu sou um web qualquer coisa. Só não houve tempo suficiente para desenvolver o site do departamento de Tecnologia que era um sonho.

 Tive que deixar a casa, e durante os ultimos 3 meses começei a treinar alguém que pudesse continuar o meu trabalho se um dia eu fosse embora. Espero ter deixado um bom ensinamento sobre desenvolvimento web, arquitetura da informação, design gráfico, design de interação e planejamento de projetos para internet.

Dos muitos amigos que fiz neste periodo não esquecerei e manterei contato sempre.

Foi bom enquanto durou e estou ansioso para saber quais projetos e desafios me aguardam.

 

Curso de Python na UFMT

March 25th, 2008 Deixe sua opnião »

Dia 22/03 começou o curso de Python na UFMT de Rondonópolis ministrado pelo guru Andrews Medina.

Este curso de Python veio a calhar para a região sul do Estado de Mato Grosso. A mão de obra que é formada aqui na área de programação é muito debilitada pelo nível de professores das instituições de ensino superior locais. A UFMT de Rondonópolis pensou mais longe, quebrou paradigmas ao trazer a comunidade acadêmica local, um curso gratuito ministrado por alguém qualificado e experiente.

Sobre o curso:

O curso é um curso básico sobre programação de computadores dispositivos utilizando a linguagem Python que foi desenvolvida nos moldes das necessidades modernas de programação.

A princípio um curso básico, mas pelo andamento do curso, o professor Andrews Medina relatou, em conversa informal no intervalo, que se continuar assim poderá ser visto conteúdos avançados como desenvolvimento de jogos (PyGames) e ainda um framework para desenvolvimento web (Django).

Sobre o professor:

Conheço o Andrews Medina desde a época do IRC, depois passei a conhecê-lo pessoalmente nas aulas de Ciência da Computação. E desde sempre já prometia sucesso.

Hoje é moderador e membro atuante da lista de Python no Brasil, professor de Ciência da Computação e Sistemas de Informação em uma faculdade particular e já trabalhou em muitos projetos pelo Brasil a fora, entre eles o site da Sociedade Brasileira de Diabetes.

 Moral da história:

Alguém pode perguntar o que alguém da área de Arquitetura da Informação que tende ao Design de Interação quer com programação em Python. O objetivo é o seguinte: Quanto mais conhecimento melhor. Eu preciso aprender o lado do programador para não prometer nos projetos soluções milagrosas por valores insignificantes. É muito importante dar valor ao trabalho do programador. Ok, tudo bem, eu tenho formação em Ciência da Computação, programo com eficácia em pelo menos 6 linguagens diferentes, conheço cerca de 4 banco de dados, mas nada me impede de conhecer mais uma linguagem.

Trabalhar com equipes heterogêneas, exige conhecimento heterogêneo. Se o Gerente de Sistemas disser que a equipe de desenvolvimento web irá trabalhar com linguagem Python, eu devo saber fazer ao menos as inclusões (includes) de código dinâmico dentro do estático (HTML).

 

Corel Draw - o rei nas gráficas

March 13th, 2008 2 Comentários »

É incrível como nós, designers ou não, que trabalhamos para deixar o cliente muito satisfeito com o produto, peça publicitária ou serviço que prestamos. Acho que isso não acontece nas gráficas. Pelo menos não aqui no interior do Mato Grosso.

Eu adoro trabalhar com o Illustrator e Photoshop da vida da Adobe, às vezes me surpreendo com a rapidez que consigo desenvolver algum desenho ou efeito composto em fotos, mas a arte esbarra na hora de passar do meio digital para o analógico, a impressão.

Enviar o arquivo para a gráfica em alta resolução não resolve, então é facil, envia o original em formato de Illustrator mesmo, já que para alguns tipos de materiais, como faixas de lona, são impressos cor por cor separados. Mas, epa! Paramos por aqui. E recebemos o seguinte e-mail:

“A imagem que nos enviou é de baixa resolução ou não é compatível com o Corel. Envie-nos o arquivo em Corel.”

Muito bonito, não tem erro de concordância e engraçado que parece ser uma mensagem genérica, não sabe se é de baixa resolução ou se é de um formato não aceito pelo Corel.

Mas será que não é aceito pelo Corel ou é preguiça incompentência mesmo?

É muito fácil ‘converter’ illustrator/Photoshop em Corel, está tudo no File > Import.

Tem lá arquivo AI, Arquivo PSD, incrível é que os ‘especialistas em Corel’ das gráficas não saibam disso e pedem que eu reenvie o arquivo.

Fazer isso eu faço, não me é problema algum. Mas volto ao começo do post e lembro que o moral do negócio é satisfazer o cliente e no momento que eu solicito uma impressão à gráfica, sou Eu o cliente.

Mas tudo bem, já fiz um cursinho de Corel e as últimas peças publicitárias da empresa que trabalho estão sendo produzidas em Corel Draw X3 (no crack).

 

Lista de estilos para amenizar tráfego de dados nos servidores web

March 7th, 2008 2 Comentários »

Há algum tempo prometi que colocaria minha monografia da graduação à disposição e acabei não cumprindo. Para não saírem a dizer por aí que eu não cumpro o que prometo já está a disposição para quem quiser acessar.

Monografia: Construção de Layouts com Lista de Estilos para Amenizar o Tráfego de Dados nos Servidores Web

O enredo é sobre o desenvolvimento de websites com padrões web. Desde quando iniciei a minha carreira como profissional web, encontro uma resistência muito grande do mercado em aceitar os padrões web (pelo menos aqui no Mato Grosso). As desculpas eram as mais esfarrapadas possíveis, tais como: vai demorar mais, vai ficar mais caro ou a melhor pior de todas: ‘meu sobrinho fez um curso de web design e sabe fazer isso aí por x reais’.

Como sempre na minha vida, tenho que provar tudo que estou a dizer, resolvi provar que seguir os padrões web é muito melhor.

Das muitas coisas que tinha que provar, optei por aquela que comercialmente é mais visada: custo do site.

Muitas empresas que contratam alguém para desenvolver sua marca na Internet, acaba chorando muito no preço de construção da marca e esquece do preço de manutenção da marca.

Se você é bem posicionado nas buscas, teus clientes acessam com frequência seu website, a maioria do conteúdo do seu site é de interesse do seu público alvo, isso vai gerar um grande tráfego de dados no servidor de hospedagem e para que não sabe, os servidores cobram por cada bit que é transferido, logo, o que era barato para desenvolver, sai caro para manter.

É aí que entram os padrões web [HTML ou XHTML (não quero defender um ou outro aqui, já que ambos são para o mesmo intuito), CSS (para tornar o xHTML bonitinho ;P) ], todo aquele emaranhado de tags de tabelas, são substituídos por um código semântico, que pode ser lido por qualquer dispositivo (celulares, ledor leitor de telas, ipods, qualquer navegador) sendo apresentado o conteúdo da mesma forma para qualquer usuário independente do dispositivo utilizado para acessar a informação.

Se quiserem saber mais detalhes dessa loucura toda e os resultados obtidos, acessem a monografia:  Monografia: Construção de Layouts com Lista de Estilos para Amenizar o Tráfego de Dados nos Servidores Web

Aos curiosos que não vão clicar no link o resultado, para meu alívio, é que os padrões web diminuem o tamanho dos arquivos de conteúdo já que eliminam figuras decorativas e elementos de tabelas desnecessários a apresentação do conteúdo. Todas as figuras decorativas são carregadas uma única vez no arquivo CSS que deixa em cache as figuras para serem apresentadas nas outras páginas.

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