Arquitetura de informação: Da Análise de Negócios ao Design de Interação Tutorial: Como fazer silhueta

Arquitetura de Informação: Profissão x Processo

Muito bem, tem uma galera que se auto-entitula “Arquiteto de Informação”, não é de admirar que eu enquadre neste grupo. Entretanto, relendo o livro do Dr. Luiz Agner (ergodesign e arquitetura da informação: trabalhando com o usuário), justo no capítulo que dá título a obra, o Agner diz: “Questiona-se se a arquitetura de informação deveria ser vista somente como atividade de um único profissional ou como processo (caracterizado pelo esforço de colaboração de diversas pessoas e disciplinas).” e foi esse questionamento que me voltou a mente, talvez tenha passado desapercebido quando li pela primeira vez.

Eis o caso, a arquitetura de informação é formada por várias outras disciplinas como: Interação Humano-Computador (IHC), Psicologia, Ergonomia, Ciência da Informação, Ciência da Computação, Design de Interação e mais uma infinidade de conhecimentos. Até aí tudo bem, se não fossem os defensores de IHC dizerem que IHC abraça isso tudo, inclusive Arquitetura de Informação, alguns camaradas do Design de Interação também querem sair por cima e abraçar todo mundo.

Mas o que estive verificando, tratando-se do processo de desenvolvimento de artefatos de interação, a Arquitetura de Informação abraça todo mundo, justo por ser uma profissão mais focada no gerenciamento dessa teia de conhecimentos.

Comercialmente, o que se vê no Brasil, também baseado nos dados que o Guilhermo Reis obteve em sua pesquisa, Arquitetura de Informação é uma profissão e não um processo constituído por vários especialistas como é facilmente encontrado em job searches pelas bandas norte-americanas.

Lá fora existe o Engenheiro de Usabilidade, que vai dar os pulos dele, seguir seus próprios processos para tornar o artefato ‘usável’, aqui essa responsabilidade é do arquiteto de informação.

Na verdade, o arquiteto de informação é detentor do conhecimento de várias especialidades, como design de interação, usabilidade e aplica isto durante o processo de concepção de sistemas.

O mais importante é que a Arquitetura de Informação vem ganhando espaço nos processos de desenvolvimento de sistemas, algumas empresas têm contratado muitos arquitetos da informação para resolver o problema criado em sistemas mais antigos, alterando interfaces, alterando a transição de estados, de tarefas, tornando o acesso às informações mais claro e preciso.

Quanto mais desmembrada a Arquitetura dae Informação for, mais fácil será a identificação de onde surgiu o problema, acionando o especialista do caso para o conserto.

One Response to “Arquitetura de Informação: Profissão x Processo”

  1. Rogério Pereira Says:

    O nosso desafio como arquitetos de informação é conseguir aliar todo o conhecimento que precisamos ter para resolvermos os problemas de organização da informação existente na rede.

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