Mapa de Fluxo: Não naufrague durante a navegação

August 17th, 2008 2 Comentários »

Apresento mais um elemento da documentação de um website: Mapa de Fluxo de Navegação. Na arquitetura de informação, o estágio de Especificação permite organizar e documentar tudo o que é desejado para o website, detalhando a visão macro obtida no estágio anterior, Concepção.

O Mapa de Fluxo de Navegação permite reunir todos os wireframes desenhados, detalhando em cada objeto ou bloco de conteúdo suas interligações com outros objetos.

A princípio este Mapa de de Fluxo não chega a ser importante para o usuário final, mas permite aos gerenciadores do projeto terem a visão precisa dos resultados mesmo antes de algum código ser implementado, o que leva a prevenção de possíveis erros de hierarquia e classificação de produtos de forma visual.

O Felipe Memória, em seu livro Design para a Internet, alertou para o fato da complexidade dos Mapas de Fluxo de Navegação, por serem extramamente detalhados, ficam difíceis de serem impressos e esparramados em alguma mesa de reuniões. Entretanto, é visão detalhada que permite visualizar o produto como um todo, simulando uma navegação off-line para que o produto final não cause frustações à navegação do usuário final.

Exemplo Mapa de Fluxo de Navegação

Figura: Exemplo de Mapa de Fluxo de Navegação com legenda da notação.

Para facilitar a leitura e impressão é preferível dividir o mapa em partes, assim como a figura que apresenta um Mapa de Fluxo com as bolhas principais.

Verificando os mapas de fluxo de navegação, nenhum hyperdocumento fica livre de vistoria e é verificado suas ligações com o todo o website, diminuindo o risco de haverem “páginas não encontradas”. Se isto ocorrer devido falhas no processo de Implementação é facilmente corrigido fazendo o Teste de Mesa, que consiste em verificar os links unitários manualmente, mas não descarta-se a possibilidade de utilizar um robô para o teste de mesa e fazer uma leitura do seu relatório.

 

Wireframes

April 10th, 2008 4 Comentários »

Há alguns dias na lista de discussão de Arquitetura de Informação estava rolando uma thread que comentaram sobre ninguém nunca ter visto - de outros arquitetos de informação - wireframes, mapas de fluxo e outras modelagens que são necessários no processo de arquitetura de informação. É certo que alguns arquitetos de informação trocam figurinhas, pedem alguns pitacos, mas isso acaba ficando restrito a um grupo de conhecidos. É claro, muitos projetos também tem que ser mantidos em sigilo absoluto por pedido dos clientes.

Durante a minha passagem por uma instituição de ensino superior, depois de brigar muito pela importância da arquitetura de informação, consegui aplicar alguns testes de usabilidade, criei sitemaps, wireframes, mapas de navegação e irei disponibilizá-los aqui nas próximas postagens.

Antes que alguém pergunte, mas o que é esse tal de wireframe, eu explico:

Um wireframe é uma representação gráfica prévia de uma interface. No wireframe estão posicionados os elementos básicos da interface, a navegação entre a informação posicionada na tela. Existem dois tipos de wireframes: Estáticos e Navegáveis.

Os wireframes estáticos são mais simples, neles são desenhados os principais blocos de apresentação de informação sem muito detalhamento, apenas para se ter um ponto de referência do produto final.

Já os wireframes navegáveis, chegam a ser confundidos com protótipos, pois apresentam algumas respostas aos comandos (cliques e acionamento de teclas) aplicados. Por serem um pouco mais complexos, tendem a tomar um tempo maior de desenvolvimento.

Existem muitas ferramentas para fazer wireframes, entre as mais conhecidas o Axure e Microsoft Visio, alguns arquitetos de informação utilizam até mesmo o Microsoft Power Point ou outro programa de apresentação de slides para desenhar os rascunhos da interface.

Eu sempre usei o Axure para os wireframes e o Visio para fluxo de navegação. Já que formatei o PC, vou baixar novamente a versão trial do Axure para abrir os wireframes e exportar para formato de figura jpeg.

O Felipe Memória em seu livro Design para a internet publicou alguns cases e seus wireframes e mapas de fluxo, achei muito bacana a idéia e estou trazendo para o meu blog.

 

Não Me Faça Pensar! [Review]

March 25th, 2008 1 Comentário »

Igual a Fenix, revivi a série de revisões de livros que já li. Demorei a postar sobre os livros e agora tem muitas revisões acumuladas. Aos poucos irei escrevendo sobre outros livros.

Steve Krug, anote este nome. Autor do livro traduzido: Não me faça pensar!, no original em inglês: Don’t make me think! com certeza é o melhor escritor que eu já pude ler. Tive a oportunidade de ler tanto o original quanto o traduzido e ambos estão muito bons, o mesmo senso de humor da narrativa no original também é no traduzido.

Não me faça pensar é um livro que logo de início já dá o recado. Atenção desenvolvedores de sistemas e sites, não massacrem meu cerebro tentando achar a informação que está escondida nesse labirinto maluco.

Foi bem isso que pensei ao ler o livro.

Tudo nesse livro é para a melhoria da satisfação do usuário, que é o seu cliente. Steve dá a bronca, mas tudo com bom humor. Audaciosos, criou até leis da navegabilidade que se aplicadas, darão direcionamento e liberdade de escolha para quem está utilizando seu sistema ou site.

E para a nagevação pelo site ser um processo prazeroso e não uma tortura, ele oferece dicas de Arquitetura de Informação como textos básicos, simples, que vão direto ao ponto. A omissão de palavrs desnecessárias é a chave.

Tá difícil pra navegar, vai deixando um rastro para o usuário seguir, migalhas de pão(breadcrumbs), avise o usuário onde ele está (placa de rua).

 Sem dúvidas o melhor livro que li em 2007.

Título: Não me faça pensar!
Autor: Steve Krug
Ano: 2001
Editora: Market Books
Nível: Iniciante/ Intermediário
Indicação: Indicado para Designers de Interação e Arquitetos de Informação.
Status: Aprovado com louvor - vai para a cabeceira da cama.

 

Arquitetura de Informação: Profissão x Processo

February 13th, 2008 1 Comentário »

Muito bem, tem uma galera que se auto-entitula “Arquiteto de Informação”, não é de admirar que eu enquadre neste grupo. Entretanto, relendo o livro do Dr. Luiz Agner (ergodesign e arquitetura da informação: trabalhando com o usuário), justo no capítulo que dá título a obra, o Agner diz: “Questiona-se se a arquitetura de informação deveria ser vista somente como atividade de um único profissional ou como processo (caracterizado pelo esforço de colaboração de diversas pessoas e disciplinas).” e foi esse questionamento que me voltou a mente, talvez tenha passado desapercebido quando li pela primeira vez.

Eis o caso, a arquitetura de informação é formada por várias outras disciplinas como: Interação Humano-Computador (IHC), Psicologia, Ergonomia, Ciência da Informação, Ciência da Computação, Design de Interação e mais uma infinidade de conhecimentos. Até aí tudo bem, se não fossem os defensores de IHC dizerem que IHC abraça isso tudo, inclusive Arquitetura de Informação, alguns camaradas do Design de Interação também querem sair por cima e abraçar todo mundo.

Mas o que estive verificando, tratando-se do processo de desenvolvimento de artefatos de interação, a Arquitetura de Informação abraça todo mundo, justo por ser uma profissão mais focada no gerenciamento dessa teia de conhecimentos.

Comercialmente, o que se vê no Brasil, também baseado nos dados que o Guilhermo Reis obteve em sua pesquisa, Arquitetura de Informação é uma profissão e não um processo constituído por vários especialistas como é facilmente encontrado em job searches pelas bandas norte-americanas.

Lá fora existe o Engenheiro de Usabilidade, que vai dar os pulos dele, seguir seus próprios processos para tornar o artefato ‘usável’, aqui essa responsabilidade é do arquiteto de informação.

Na verdade, o arquiteto de informação é detentor do conhecimento de várias especialidades, como design de interação, usabilidade e aplica isto durante o processo de concepção de sistemas.

O mais importante é que a Arquitetura de Informação vem ganhando espaço nos processos de desenvolvimento de sistemas, algumas empresas têm contratado muitos arquitetos da informação para resolver o problema criado em sistemas mais antigos, alterando interfaces, alterando a transição de estados, de tarefas, tornando o acesso às informações mais claro e preciso.

Quanto mais desmembrada a Arquitetura dae Informação for, mais fácil será a identificação de onde surgiu o problema, acionando o especialista do caso para o conserto.

 

Arquitetura de informação: Da Análise de Negócios ao Design de Interação

February 6th, 2008 2 Comentários »

Arquitetura de Informação, termo que surgiu para simplificar uma atividade complexa, multidisciplinar, que envolve planejamento da informação para acesso a todos seres humanos através de mídia digital. Em 1976, o primeiro camarada a usar, criar o termo foi Richard Saul Wurman, não é a toa que ele é um dos grandes gurus da web, que dentre muitos, destacam-se também: Louis Rosenfeld e Peter Morville, famosos pelo livro do urso polar.

Atualmente curso um MBA em Tecnologia da Informação, curso bastante focado para programadores, suporte e help desk. Mas como em todo curso desse tipo no Brasil, esqueceram do foco no usuário, afinal, do que me adianta desenvolver um software capaz de fazer cálculos geniais e com tempo de resposta baixo, se ninguém consegue purgar informação nele? Aí entra o Design de Interação e Arquitetura de Informação, que ao me ver, estão muito entrelaçados. Alguns autores afirmam que Arquitetura de Informação é sub do Design de Interação e existe o inverso também. Mas não é este o caso que quero discutir.

Tenho que fazer uma monografia e eu não quero nada sobre programação extrema ou objetos, deixa isso para quem entende. Meu negócio é organizar essa bagunça da informação que programadores teimam em fazer, deixar diagramas, esquemas que facilitem a produção do programador e que aos olhos do usuário seja o mais natural possível.

Existem várias metodologias de desenvolvimento de conteúdo e interfaces, criadas pelos grandes nomes citados aí em cima.

Toda pesquisa envolve mais pesquisas secundárias, por isso busquei saber mais sobre quais as metodologias existentes e para minha surpresa, há um montão delas, mas para não dar tiro no escuro, vou me auxiliar pelos dados levantados pela pesquisa do Guilhermo Reis que destacou a utilização destas metodologias pelos Arquitetos de Informação brasileiros que usam Jesse James Garret, Rosenfeld e Morville, Moebius, entretanto o mais impressionante é que a maioria utiliza metodologia própria. E não querendo fazer lei ou amarrar e padronizar algo que deve se adaptar aos projetos, optei por fazer um levantamento bibliográfico dos métodos mais utilizados que foram levantados nesta pesquisa do Guilhermo, que convenhamos, mão na roda hein?

Trata-se de descrever os passos da Arquitetura de Informação no desenvolvimento de softwares. Entenda aqui, que website também é software. Lembra da definição: “Hardware é o que você chuta e software o que você xinga!”.

O resultado dessa loucura toda sai em breve, quando estiver pronto, certamente deixarei aqui o arquivo a disposição.

Directorio de Webs de Blogs de buscadores